Entre linhas e agulhas
4/27/2026


Quando era pequena, vivia numa aldeia onde o melhor brinquedo era a imaginação e as mãos a melhor ferramenta. Construir e voltar a construir, pintar, colar, entrançar, moldar, eram atividades que preenchiam uma parte dos nossos dias de criança.
As agulhas e as linhas sempre fizeram parte do meu quotidiano. A avó costurava saias, aventais e fazia panos debruados a crochet. A mãe tricotava camisolas para as filhas e casaquinhos para os bébés das vizinhas. À noite, em frente da lareira eu recortava cristais de neve com os jornais velhos do meu avô ou tecia pequenos tapetes com agulhas de pinheiro.
Assim começou o meu gosto por "fazer" com as mãos. Procurando linhas, descobrindo técnicas, experimentando materiais, misturando cores. Tudo serve para ocupar as mãos e a imaginação.


